sexta-feira, 27 de julho de 2012

NOTA SOBRE O FUTURO GATIL DO JOCKEY CLUB BRASILEIRO


Repassando para que todos saibam dessa vergonha!!


Munemasa Katagiri

Primeiramente, parabenizo  e endosso o que afirmam Cristina Palmer e Janaína Santos, exemplos de cultara, seriedade e ética. Sempre me espelho em cidadãos como elas.

Em tempos de descaramento político, na área que concerne os animais - a que bem conheço e tenho interesse - a administração do atual prefeito do Rio tem sido aviltante engodo.

SEPDA - Secretaria de Promoção e Defesa dos Animais, criada há mais de uma década, com fins específicos de defender os animais, sinalizando que o Rio de Janeiro entrava em uma nova era promovendo o sábio conceito universal de que bem estar e saúde de todas as espécies - incluindo a humana - estão intrinsecamente interligados e que jamais poderão existir separadamente. Contudo, a atual gestão municipal, ignorando esse pensamento, manteve essa secretaria inoperante, nomeando e mantendo no seu quadro de funcionários, indivíduos sem capacidade e interesse, que quando não se omitem, realizam ações contra e nocivas aos animais. Considero imoral que sejam mantidos em cargos públicos, pagos com o nosso dinheiro, para cometer atos que agridem não só os animais, como a nós, que com seriedade e sem remuneração, realmente colocamos as mãos na massa em defesa desses animais.

Sou ativista pelos direitos dos animais há quase três décadas e tenho prestado assistência consistente e ininterrupta, com recursos próprios - com alimentação, esterilização segura, atendimento médico-veterinário e doação responsável aos pequenos felinos domesticados abandonados no Hipódromo da Gávea do Jockey Club desde 1987. Conheço bem o espaço, as dezenas de atividades de cunho público alheias ao turfe que lá acontecem, as características do local, os dois grupos oponentes que se revezam para dirigir o local, funcionários que vão e voltam, dependendo de quem está no comando. Os gatos que lá existem são abandonados provêm de várias origens, inclusive, pelos mantenedores de cocheiras  que têm gatos não castrados que dão crias, para caçar ratos que contaminam as rações dos cavalos  e crias de moradores das três vilas hípicas que existem no local. A luta para proteger e dar um mínimo de dignidade aos gatos nunca foi fácil, independetemente de quem estava no comando da direção do clube, embora o sr Fragoso  Pires, duradouro presidente, tenha declarado em ampla reportagem da Revista Caras, que os gatos NÃO estavam inlcuídos na extensa lista de problemas do Jockey. O desgaste físico, financeiro, emocional, espiritual e psicológico sempre foram um constante ao longo dos muitos anos, embora, por vezes, mais acentuados, mas, também havendo épocas de relativa trégua, por encontrarmos um ou dois dirigentes compreensivos que se aliavam aos voluntários, em busca de soluçoes inteligentes e humanitárias de combate ao abandono e controle e manutenção da população felina. Assisti também, verdadeiros massacres de centenas de gatos antigos, castrados (pelos voluntários!) e saudáveis (por intervenção dos voluntários), por aprisionamento e confinamento insalubre, falta de assistência, sumiços misteriosos e até captura pela famigerada "carrocinha".  Como assisti e me mantive muita próxima, à duas gestões da SEPDA, que tentaram reverter situações de maustratos, com mortes sucessivas contínuas, com pouco sucesso, como declarado inclusive, em meados de 2006, em Diário Oficial do Município, pelo então secretário.

A SEPDA de Eduardo Paes, entretanto, lava as mãos e compactua com o contra-senso e anunciada tragédia (vide site p) para os atuais pequenos felinos habitantes no Hipódromo do JCB (sim, eliminaram a maioria das colônias com núreros estáveis de gatos castrados e saudáveis, mas outros gatos foram introduzidos se formaram novas com o contínuo abandono. Essa realidade é  sabida e anunciada por quem conhece e tem experiência mundo afora. A posição da atual SEPDA, mais que cômoda é inadimissívelmente imoral.

Assim sendo, entre outros, meu empenho pessoal agora, é  niciar uma campanha contra a reeleição do atual Prefeito. Cansei de farsa, de desperdício, de arrogância e de falta de comprometimento verdadeiro com a situação dos animais domésticos urbanos. Importante acrescentar que sempre tive uma atitude conciliadora, harmoniosa, dei voto de confiança e tentei contribuir positivamente com todas as gestões da SEPDA, inclusive com a atual. gestão. Esperar mais, acreditar mais, seria auto agressão pela indignação controlada e contida. Tolerância tem limites. Quem respeita os direitos dos animais, que, por favor, faça uma reflexão e use a arma do voto, quando, principalmente, o diálogo, transparência  e o bom senso se tornam impossíveis.

Ana Yates

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Como cidadã carioca eu afirmo: OS REPRESENTANTES DA SEPDA SÃO UMA GRANDE VERGONHA PARA A CIDADE DO RIO DE JANEIRO! Cabide de empregos de indicados incompetentes e sem nenhuma ética!

Janaina Santos
Protetora dos gatos que habitam os jardins do Maracanã

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Prezados,

Tomei conhecimento hoje que a SEPDA reproduziu e publicou no seu site partes da mesma resposta que vergonhosamente apresentou no Inquérito Civil instaurado pela OITO VIDAS junto ao Ministério Público, que contém declarações que os gatos que habitam o Jockey Club não são animais comunitários.

Claramente, vocês não tem qualquer vergonha ou receio do posicionamento que tomam contra os animais desta cidade.

A Lei 4956, de 03/12/2008, define animal comunitário como “aquele que, apesar de não ter proprietário definido e único, estabeleceu com membros da população do local onde vive vínculos de afeto, dependência e manutenção”.  O conceito de que animais comunitários  não podem estar em propriedade privada é criação da incompetência jurídica e da incompetência de atuação de vocês.  É mais cômodo dizer que o animal não é comunitário, pois assim vocês se colocam numa posição também cômoda do NADA TEMOS A FAZER.

Saibam vocês que a ONG OITO VIDAS tem firmado vários acordos com Condomínios, Clubes e Shoppings para a proteção dos animais comunitários que habitam esses locais.

Mesmo que venhamos a admitir que os animais que habitam o Jockey Club não são animais comunitários, história da carochinha contada pelos dirigentes do Jockey que somente a SEPDA (leia-se Sr. Luiz leite e Sr. Leonardo Peçanha)  poderia acreditar, eles não estão livres para serem maltratados como foram no passado e vocês, que estão dentro de uma Secretaria Especial criada somente para a defesa de animais, sendo pagos com o dinheiro do contribuinte, não estão livres para deixar isso acontecer.

Outra coisa, a nota publicada por vocês contém informações inverídicas e errôneas que podem levar terceiros a acreditar que a ONG OITO VIDAS endossa o que está sendo feito no Jockey e que a reunião foi marcada por iniciativa pura do Jockey, o que JAMAIS aconteceu.  Ela é neste ato por mim repudiada e deve ser objeto de retratação.  Portanto, o parágrafo 4º da dita nota deve ser corrigido para conter a seguinte redação:

Em fevereiro de 2012, o gatil do Jockey estava começando a ser reativado, e, por conta de uma denúncia feita pela ONG OITO VIDAS cujo objeto foi a re-ativação do gatil, o Dr. George França, Sub-Secretário Técnico da Sepda, através do veterinário Alceu Cardoso, Coordenador Técnico na Prefeitura do Rio de Janeiro, que freqüenta o Hipódromo da Gávea, marcou uma reunião com o então presidente do Jockey, Luiz Eduardo, e a representante da ONG OITO VIDAS, Cristina Palmer.  Como o Sr. Luiz Eduardo não tinha conhecimento que a OITO VIDAS estaria presente à dita reunião, ao constatar a presença da sua representante, o Sr. Luiz Eduardo, de maneira deselegante, mal educada e autoritária,  manifestou a sua total desaprovação com a presença da representante da ONG OITO VIDAS.  Durante a re união, os assuntos tratados foram (a) a denúncia da reativação do gatil e; (b) legislação animal.

Com a Lei da Transparência agora em vigor, solicito que também seja  publicado no site da SEPDA o salário de cada um dos seus secretários, subsecretários e todos os demais, para que possa ficar bem claro quanto custa ao contribuinte toda essa atuação vergonhosa, totalmente contrária aos direitos dos animais.

Atenciosamente.

Cristina Palmer
ONG OITO VIDAS
www.oitovidas.org.br
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